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Exército britânico vai criar esquadrão espacial para proteger satélites
A nova unidade da Força Aérea do Reino Unido (RAF) vai alertar para ataques de mísseis e apoiar operações ofensivas e defensivas.
O Reino Unido vai criar uma esquadrilha dedicada à proteção de satélites contra ameaças espaciais, visando garantir a segurança das comunicações, da navegação de navios e da deteção de ataques com mísseis, anunciou o Ministério da Defesa esta quarta-feira.
O anúncio surge numa altura em que a órbita terrestre se torna um campo de operações estratégico; o exército norte-americano confirmou, em meados de setembro, a implantação de armas ofensivas e defensivas no espaço, enquanto a China pressiona Washington para "parar de se preparar para uma guerra no espaço".O novo esquadrão, denominado N. III Space Effects Squadron, será apresentado pelo chefe do Estado-Maior da Força Aérea do Reino Unido (RAF), Harv Smyth, durante a Conferência sobre o Poder Espacial (Space Power Conference), que está a decorrer em Londres até quinta-feira.
Para Harv Smyth, “o espaço já não apenas apoia as operações a partir de um segundo plano. É um domínio de competição direta, onde a nossa vantagem militar pode ser conquistada ou perdida".
O Secretário da Defesa, Wes Streeting, já avisou que a Grã-Bretanha precisa de "acompanhar o ritmo da nova corrida espacial".
Enquanto dois esquadrões criados em 2023 "monitorizam e emitem alertas" em caso de ameaças espaciais, a nova unidade "atuará contra estas ameaças utilizando tecnologias avançadas, incluindo a guerra eletrónica", segundo o Ministério da Defesa.
Em 2025, o chefe do Comando Espacial britânico, Paul Tedman, tinha manifestado "grande preocupação" com as "constantes" tentativas de interferência (jamming) e o seguimento de satélites militares britânicos pela Rússia.
O ministro da Defesa, Wes Streeting, deverá salientar esta quarta-feira a urgência de Londres em "acompanhar o ritmo da nova corrida espacial", durante um discurso na Conferência sobre o Poder Espacial.
"O domínio dos mares era o elemento-chave da dissuasão no século XIX (...). No século XX, era o controlo dos céus. Este século dependerá do controlo do espaço. Por isso, construímos uma Força Aérea de classe mundial para nos proteger", deverá declarar, segundo excertos do discurso citados no comunicado.
O novo esquadrão da Força Aérea do Reino Unido vai proteger satélites utilizados para alertar sobre ataques de mísseis, fornecer comunicações e auxiliar na navegação de navios, informou o Ministério da Defesa.A unidade reunirá pessoal especializado de todas as forças armadas para combater atividades hostis em órbita e defender satélites dos quais a nação depende diariamente.
Duas unidades já existentes — o Esquadrão de Operações Espaciais nº I e o Esquadrão de Alerta Espacial nº II — já permitem à RAF monitorizar e emitir alertas sobre ameaças no espaço.
O Ministério da Defesa revelou que o novo esquadrão irá atuar contra estas ameaças utilizando tecnologia avançada, incluindo a guerra eletrónica, para "interromper, degradar e impedir ações hostis".
A unidade destina-se a apoiar operações espaciais ofensivas e defensivas, expandindo-se ao longo do tempo à medida que novas capacidades entram ao serviço.
O Reino Unido descartou formalmente a realização de testes destrutivos de mísseis antissatélite; o governo afirmou esta quarta-feira que continua a trabalhar em conjunto com o comité da ONU para a utilização pacífica do espaço exterior de forma a promover normas, regras e princípios de comportamento espacial responsável.Capacidade militar no espaço
A criação deste esquadrão acontece na sequência da publicação da nova estratégia espacial do governo britânico, que prevê investir 7,8 mil milhões de libras (cerca de nove mil milhões de euros) no setor até 2030.
O plano destina, em particular, 2,8 mil milhões de libras ao programa de comunicações de defesa Skynet e ao desenvolvimento da conectividade em órbita baixa.
O porto espacial SaxaVord, localizado na ilha de Unst (no arquipélago de Shetland, no norte da Escócia), o ponto mais setentrional do Reino Unido, vai receber um aporte adicional de 30 milhões de libras no âmbito destes planos.
A SaxaVord deverá receber em breve os primeiros testes de empresas privadas, entre as quais a alemã Rocket Factory Augsburg, que visa realizar o primeiro voo orbital vertical a partir de solo britânico.
Estas medidas surgem após alertas de que outras nações têm vindo a desenvolver capacidades militares no espaço. O Comando Espacial do Reino Unido afirmou, no ano passado, que a Rússia estava a tentar interferir regularmente nos sinais dos satélites militares britânicos.
Os EUA, que criaram a Força Espacial dos Estados Unidos em 2019 como o sexto ramo das suas forças armadas, anunciaram no início deste mês que tinham implantado armas no espaço pela primeira vez.
O anúncio surge numa altura em que a órbita terrestre se torna um campo de operações estratégico; o exército norte-americano confirmou, em meados de setembro, a implantação de armas ofensivas e defensivas no espaço, enquanto a China pressiona Washington para "parar de se preparar para uma guerra no espaço".O novo esquadrão, denominado N. III Space Effects Squadron, será apresentado pelo chefe do Estado-Maior da Força Aérea do Reino Unido (RAF), Harv Smyth, durante a Conferência sobre o Poder Espacial (Space Power Conference), que está a decorrer em Londres até quinta-feira.
Para Harv Smyth, “o espaço já não apenas apoia as operações a partir de um segundo plano. É um domínio de competição direta, onde a nossa vantagem militar pode ser conquistada ou perdida".
O Secretário da Defesa, Wes Streeting, já avisou que a Grã-Bretanha precisa de "acompanhar o ritmo da nova corrida espacial".
Enquanto dois esquadrões criados em 2023 "monitorizam e emitem alertas" em caso de ameaças espaciais, a nova unidade "atuará contra estas ameaças utilizando tecnologias avançadas, incluindo a guerra eletrónica", segundo o Ministério da Defesa.
Em 2025, o chefe do Comando Espacial britânico, Paul Tedman, tinha manifestado "grande preocupação" com as "constantes" tentativas de interferência (jamming) e o seguimento de satélites militares britânicos pela Rússia.
O ministro da Defesa, Wes Streeting, deverá salientar esta quarta-feira a urgência de Londres em "acompanhar o ritmo da nova corrida espacial", durante um discurso na Conferência sobre o Poder Espacial.
"O domínio dos mares era o elemento-chave da dissuasão no século XIX (...). No século XX, era o controlo dos céus. Este século dependerá do controlo do espaço. Por isso, construímos uma Força Aérea de classe mundial para nos proteger", deverá declarar, segundo excertos do discurso citados no comunicado.
O novo esquadrão da Força Aérea do Reino Unido vai proteger satélites utilizados para alertar sobre ataques de mísseis, fornecer comunicações e auxiliar na navegação de navios, informou o Ministério da Defesa.A unidade reunirá pessoal especializado de todas as forças armadas para combater atividades hostis em órbita e defender satélites dos quais a nação depende diariamente.
Duas unidades já existentes — o Esquadrão de Operações Espaciais nº I e o Esquadrão de Alerta Espacial nº II — já permitem à RAF monitorizar e emitir alertas sobre ameaças no espaço.
O Ministério da Defesa revelou que o novo esquadrão irá atuar contra estas ameaças utilizando tecnologia avançada, incluindo a guerra eletrónica, para "interromper, degradar e impedir ações hostis".
A unidade destina-se a apoiar operações espaciais ofensivas e defensivas, expandindo-se ao longo do tempo à medida que novas capacidades entram ao serviço.
O Reino Unido descartou formalmente a realização de testes destrutivos de mísseis antissatélite; o governo afirmou esta quarta-feira que continua a trabalhar em conjunto com o comité da ONU para a utilização pacífica do espaço exterior de forma a promover normas, regras e princípios de comportamento espacial responsável.Capacidade militar no espaço
A criação deste esquadrão acontece na sequência da publicação da nova estratégia espacial do governo britânico, que prevê investir 7,8 mil milhões de libras (cerca de nove mil milhões de euros) no setor até 2030.
O plano destina, em particular, 2,8 mil milhões de libras ao programa de comunicações de defesa Skynet e ao desenvolvimento da conectividade em órbita baixa.
O porto espacial SaxaVord, localizado na ilha de Unst (no arquipélago de Shetland, no norte da Escócia), o ponto mais setentrional do Reino Unido, vai receber um aporte adicional de 30 milhões de libras no âmbito destes planos.
A SaxaVord deverá receber em breve os primeiros testes de empresas privadas, entre as quais a alemã Rocket Factory Augsburg, que visa realizar o primeiro voo orbital vertical a partir de solo britânico.
Estas medidas surgem após alertas de que outras nações têm vindo a desenvolver capacidades militares no espaço. O Comando Espacial do Reino Unido afirmou, no ano passado, que a Rússia estava a tentar interferir regularmente nos sinais dos satélites militares britânicos.
Os EUA, que criaram a Força Espacial dos Estados Unidos em 2019 como o sexto ramo das suas forças armadas, anunciaram no início deste mês que tinham implantado armas no espaço pela primeira vez.
Em resposta ao anúncio dos EUA, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China declarou que Washington estava "a preparar-se para uma guerra no espaço exterior" e alertou contra a transformação do espaço "num campo de batalha, bem como contra uma corrida ao armamento na região".
c/Agências